2007/09/28

Mais famílias são chefiadas por mulheres


Levantamento do IBGE revela que o número de mulheres chefes de família cresceu 79% em dez anos. Elas também têm menos filhos.

O número de mulheres chefes de família cresceu 79% em dez anos, passando de 10,3 milhões, em 1996, para 18,5 milhões em 2006. No mesmo período, o número de homens chefes de família aumentou 25%. É o que mostra a Síntese dos Indicadores Sociais, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2006 (PNAD).

De acordo com o instituto, houve um crescimento acentuado no número de mulheres casadas que assumem as rédeas da família. Esse percentual saltou de 9,1% em 1996 para 20,7% em dez anos. Na opinião de Ana Sabóia, chefe da Divisão de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a transformação da sociedade leva a um aumento da escolha das mulheres como pessoa de referência.- Hoje as pessoas levam em consideração não apenas a renda na hora de definir a pessoa de referência, que pode ser também o mais velho da casa, o proprietário do imóvel ou o de maior escolaridade - explica Ana.
As desigualdades entre homens e mulheres saltam aos olhos quando o assunto é o rendimento. Entre os casais com homem como pessoa de referência e cônjuge ocupados, em 37,2% as mulheres ganhavam até 50% do total obtido pelos maridos. A pesquisa confirma ainda a tendência de queda na taxa de fecundidade no país. De acordo com o IBGE, o Rio Grande do Sul é o estado com a menor taxa - uma média de 1,6 filhos por mulher. De acordo com o instituto, houve um crescimento acentuado no número de mulheres casadas que assumem as rédeas da família. Esse percentual saltou de 9,1% em 1996 para 20,7% em dez anos.
O Globo Online - 28/09/2007